domingo, 11 de junho de 2017

Exposição Iracema lenda do Ceará

O Grupo Iluminuras de Literatura e Bordado, projeto de Extensão da UFC convida a todos para a exposição "Iracema Lenda do Ceará". A mostra é em comemoração aos 106 anos do Teatro José de Alencar e dos 150 anos de Iracema. A Professora Maria Ednilza Oliveira Moreira, do Departamento de Letras Vernáculas da UFC, fará a palestra de apresentação.

Abertura da Exposição: 17:30h. Dia 17/06 (sábado).
Local: Sala Ramos Cotoco do Teatro José de Alencar.
Período: 17/06 a 15/07/2017.
Profa. Dra. Neuma Cavalcante- Coordenadora e curadora do Acervo do Escritor Cearense -UFC.
Lourdes Bernado - Curadora da Exposição.

O Anjo da História - Walter Benjamin


Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso" (Walter Benjamin. "Sobre o conceito de História". In Obras Escolhidas, v. I, Magia e técnica, arte e política, trad. Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994 , p. 226).

OFICINA DE BORDADOS IRACEMA, A LENDA DO CEARA


O GRUPO ILUMINURAS DE LITERATURA E BORDADO, convida a todos para participarem da OFICINA DE BORDADOS IRACEMA, A LENDA DO CEARA. A oficina acontecerá nos jardins do Teatro José de Alencar e integra, juntamente com EXPOSIÇÃO DE BORDADOS, as atividades em comemoração ao mês de aniversário do Teatro.

Período: 20 a 23 de junho
Horário: 15:00 as 17:00
20 Vagas
Participe: material e lanche inclusos na inscrição.

Contato: Lourdes Bernado (85) 99717-1121 

Mais informações em: Iluminuras

No dia 24, os trabalhos concluídos serão expostos nas dependências do Teatro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Minicurso “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza"


Olá, convidamos a todos(as) para participar do Minicurso “A Padaria Espiritual e a modernidade em Fortaleza, que ocorrerá nos dias 20 e 21 de outubro, durante a X Semana de Humanidades, na UFC. O minicurso tem o intuito de apresentar e discutir as representações literárias da vida moderna em Fortaleza publicadas no periódico O Pão, da Padaria Espiritual. Enfatizaremos os textos literários que tratam do cotidiano conturbado da capital cearense, tendo como palco principal a Praça do Ferreira e seu entorno. Para discutir os textos de O Pão e o contexto literário da Padaria Espiritual, trabalhamos com a categoria modernidade, do poeta francês Charles Baudelaire no ensaio “O pintor da vida moderna” (1869). O minicurso é uma atividade do projeto de extensão “O entre-lugar na literatura cearense”, orientado pela Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva, Professora Titular de Teoria literária e Literatura Comparada da UFC.
Dias 20 e 21 de Outubro, de 08:00 às 12:00 da manhã, na Sala 7- Bloco Didático de História


Proponentes do Minicurso:
Prof. Charles Ribeiro Pinheiro (Doutorando/UFC)
Prof.ª Rafaela de Abreu Gomes (Doutoranda/ UFC).


Grupo de Trabalho ‘Literatura, leitura e imaginário”

Olá, convidamos a todos(as) para assistirem os trabalhos que serão apresentados no Grupo de Trabalho ‘Literatura, leitura e imaginário”, que ocorrerá no dia 21 de outubro (sexta), de 14h às 18h, durante a X Semana de Humanidades, na UFC. O GT tem como objetivo discutir a importância da leitura do texto literário para uma formação individual e coletiva, com ênfase em aspectos estéticos, críticos, sociais e lúdicos. O GT é realizado pelo Grupo de Pesquisa “Espaços de leitura: cânones e bibliotecas”, coordenado pela Prof.ª Dr.ª Odalice de Castro Silva, Professora Titular de Teoria literária e Literatura Comparada da UFC. Venha participar desse amplo debate!

Coordenação do GT:
Prof.ª Rafaela de Abreu Gomes (Doutoranda/ UFC);
Prof. Charles Ribeiro Pinheiro (Doutorando/UFC).


domingo, 9 de outubro de 2016

Todorov e sua formação pelos clássicos da literatura



Meditações GT: Literatura, leitura e imaginário
Parágrafos iniciais da brilhante obra “Literatura em perigo”, em que Tzvetan Todorov salienta a importância da leitura dos clássicos da Literatura Universal para a sua formação como cidadão e como professor:

“Por mais longe que remontem minhas lembranças, sempre me vejo cercado de livros. Como meus pais eram ambos bibliotecários, havia sempre muitos livros em minha casa. Meu pai e minha mãe viviam às voltas o planejamento de novas estantes para absorver todos os novos volumes; enquanto isso, os livros se acumulavam nos quartos e corredores, formando pilhas frágeis em meio às quais eu devia me esgueirar. Logo aprendi a ler e comecei a devorar os textos clássicos adaptados para jovens, ‘As Mil e Uma Noites’, os contos dos irmãos Grimm e de Andersen, ‘Tom Sawyer’, ‘Oliver Twist’ e ‘Os Miseráveis’. Um dia, aos oito anos, li um romance inteiro; devo ter ficado muito orgulhoso com o fato, pois escrevi em meu diário: "Hoje, li Sobre os do Meu Avô, livro de 223 páginas, em uma hora e meia!"
Durante o primário e o ginásio, continuei a venerar a leitura. Entrar no universo dos escritores, clássicos ou contemporâneos, búlgaros ou estrangeiros, cujos textos passei a ler em versão integral, causava-me sempre um frêmito de prazer: eu podia satisfazer minha curiosidade, viver aventuras, experimentar temores e alegrias, sem me submeter às frustrações que espreitavam minhas relações os garotos e garotas da minha idade e do meu meio social. Não sabia o que queria fazer da minha vida, mas estava certo de que teria a ver a literatura”.
(Todorov, 2009, p. 15).

Antoine Compagnon e a leitura literária

 Meditações GT: Literatura, leitura e imaginário

Antoine Compagnon
"A questão central de toda reflexão sobre a leitura literária que queira afastar-se da alternativa subjetivismo e objetivismo, ou impressionismo e positivismo [...] é a liberdade concedida ao leitor pelo texto. Na leitura como interação dialética entre o texto e o leitor, [...] qual seria a parte de restrição imposta pelo texto? E qual é a parte de liberdade conquistada pelo leitor?"
No livro “O demônio da literatura: literatura e senso comum, 2010, p. 144.